Recuperação da Bacia do Rio Melchior recebe investimento de R$ 8 milhões

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Projeto vai ampliar a proteção das nascentes e fortalecer a segurança hídrica da região | Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF

A recuperação da bacia do Rio Melchior é a prioridade do novo edital de chamamento público lançado pelo Governo do Distrito Federal. Por meio dessa iniciativa, a Secretaria do Meio Ambiente busca selecionar organizações da sociedade civil para restaurar áreas degradadas. Desse modo, o projeto visa fortalecer a segurança hídrica e proteger a vegetação nativa em regiões estratégicas de Samambaia e Ceilândia.

O projeto prevê o plantio de 200 mil mudas nativas do Cerrado para restaurar o ecossistema local. Foto: Divulgação/Sema-DF.

Etapas do projeto de recuperação da bacia do Rio Melchior

Em primeiro lugar, o projeto estabelece a recomposição de aproximadamente 100 hectares de áreas de preservação permanente. O cronograma de execução se estenderá por 48 meses, garantindo a manutenção constante das mudas plantadas. Além disso, o trabalho contempla o monitoramento técnico rigoroso das nascentes e áreas de recarga hídrica fundamentais para o Distrito Federal.

Portanto, as ações abrangem o Rio Melchior, o Ribeirão Taguatinga e diversos córregos da região oeste, como o Cortado e o Gatumé. Visto que a área sofre com a expansão urbana, a intervenção ambiental torna-se urgente. O plano também inclui o controle de espécies exóticas invasoras, garantindo que a vegetação nativa do Cerrado prospere sem concorrência prejudicial.

Investimentos e metas da recuperação da bacia do Rio Melchior

O teto financeiro para a execução das atividades alcança o valor de R$ 8.019.132. Esses recursos são provenientes do Fundo Único do Meio Ambiente do Distrito Federal. Em suma, o montante cobrirá custos com limpeza de terrenos, adubação, irrigação e o plantio de 200 mil mudas. Outro ponto relevante envolve a educação ambiental, que conectará estudantes da rede pública à preservação do meio ambiente local.

Atualmente, o Rio Melchior apresenta um comprometimento ambiental elevado, sendo classificado como classe 4. Contudo, a meta de longo prazo é elevar essa classificação para permitir o uso da água no abastecimento humano. Desse modo, a recomposição florestal funciona como um filtro natural, melhorando a qualidade da água e reduzindo processos erosivos severos.

A proteção das nascentes é fundamental para garantir o abastecimento futuro da população brasiliense. Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF.

Por fim, as organizações interessadas devem comprovar experiência mínima em projetos de recuperação florestal no bioma Cerrado. O edital exige pelo menos três anos de atuação jurídica ativa das entidades proponentes. Assim sendo, o Governo do Distrito Federal espera atrair especialistas capazes de transformar o cenário ecológico atual e garantir benefícios sustentáveis para as próximas gerações.

Recuperação da Bacia do Rio Melchior terá projeto de R$ 8 milhões

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Chamamento público vai selecionar organização da sociedade civil para executar projeto voltado para a recuperação de áreas degradadas e para a proteção hídrica no Distrito Federal

O Governo do Distrito Federal (GDF) abriu edital de chamamento público para execução do Projeto de Recomposição da Vegetação Nativa na Bacia do Rio Melchior. Segundo o edital, as organizações da sociedade civil (OSCs) interessadas terão prazo de 50 dias corridos, após a publicação no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), para apresentação das propostas. A iniciativa será coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF).

O projeto prevê o plantio, a manutenção e o monitoramento de aproximadamente 100 hectares de áreas de preservação permanente (APPs), nascentes e áreas estratégicas de recarga hídrica ao longo de 48 meses. As ações serão realizadas em áreas prioritárias do Rio Melchior, Ribeirão Taguatinga e dos córregos Cortado, Taguatinga e Gatumé. O trabalho também contemplará trechos degradados da Área de Relevante Interesse Ecológico Juscelino Kubitschek (Arie JK) e parques ecológicos da região oeste do Distrito Federal.

A verba destinada no edital será usada para limpeza das áreas, plantio de 200 mil mudas nativas e ações de educação ambiental com estudantes da rede pública de ensino, entre outras coisas | Foto: Divulgação/Sema-DF

Localizado entre as regiões administrativas de Ceilândia e Samambaia, o Melchior integra a Bacia do Rio Descoberto, um dos principais sistemas responsáveis pelo abastecimento hídrico do Distrito Federal. O rio atravessa áreas urbanas e rurais impactadas pela expansão populacional, descarte irregular de resíduos e degradação ambiental. A recuperação das áreas de APP é considerada estratégica para ampliar a proteção do manancial e melhorar a qualidade ambiental da bacia hidrográfica.

O teto para execução do projeto é de R$ 8.019.132, provenientes do Fundo Único do Meio Ambiente do Distrito Federal (Funam-DF). Os recursos cobrem despesas com preparação e limpeza das áreas, aquisição e plantio de 200 mil mudas nativas, além de ações de educação ambiental com a sociedade civil da região envolvendo estudantes da rede pública de ensino. Os recursos serão liberados conforme cronograma e plano de trabalho aprovados pela Sema-DF.

As ações previstas no edital foram estruturadas em quatro eixos principais: diagnóstico das áreas prioritárias; recomposição florestal; manutenção das áreas recuperadas; e educação ambiental. O projeto prevê, ainda, controle de espécies exóticas invasoras, irrigação, adubação, replantio, manutenção e monitoramento técnico das áreas em recuperação por pelo menos dois anos. A proposta também inclui ações de comunicação social voltadas para a conscientização ambiental da população da bacia hidrográfica.

“A recomposição da vegetação nativa nas áreas de preservação permanente e nas zonas de recarga hídrica da Bacia do Rio Melchior é uma medida estratégica para ampliar a proteção dos recursos hídricos, reduzir processos erosivos e restaurar funções ecológicas essenciais para o equilíbrio ambiental da região. O projeto também fortalece a gestão integrada dos recursos naturais e contribui para a melhoria da qualidade ambiental e da qualidade de vida da população do Distrito Federal”, declarou o secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal, Rafael Luiz Ramalho de Santana.

Ao destacar a situação ambiental do Rio Melchior, Elisângela Santana, bióloga da Sema-DF, explicou que, atualmente, o Rio Melchior tem um trecho classificado como classe 4 pelo enquadramento da Política Nacional de Recursos Hídricos. Segundo Elisângela, a classificação atual permite o lançamento de efluentes e evidencia o grau de comprometimento ambiental da bacia hidrográfica.

“Esse projeto é importante porque vai recuperar a vegetação, fazendo com que, no futuro, o rio possa mudar sua classificação, inclusive permitindo a captação de água para abastecimento”, declarou a bióloga. Ela ressaltou ainda que a iniciativa deverá gerar benefícios ambientais e sociais para a população do Distrito Federal.

Projeto vai ampliar a proteção das nascentes e fortalecer a segurança hídrica da região | Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF

Ao abordar os impactos da proposta, a bióloga afirmou que a recuperação das áreas degradadas deverá contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população. “O projeto vai trazer melhorias para o meio ambiente e para a qualidade de vida da população do Distrito Federal”, acrescentou. A expectativa da Secretaria do Meio Ambiente é ampliar a proteção das nascentes e fortalecer a segurança hídrica da região.

O subsecretário de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos, Luciano Miguel, afirmou que o projeto integra os esforços do Governo do Distrito Federal voltados para a recuperação ambiental da bacia hidrográfica. “Estamos atuando para ampliar a recuperação das áreas da bacia hidrográfica e fortalecer a gestão sustentável dos recursos naturais do Distrito Federal”, declarou.

O edital terá validade de 12 meses após a homologação do resultado final e está aberto para OSCs do Brasil inteiro que tenham, no mínimo, três anos de CNPJ ativo, com objetivos voltados à promoção de atividades de relevância pública e social, com atribuições estatutárias para atuar em áreas do meio ambiente e recursos hídricos, que comprovem experiência com projetos de recuperação florestal ou ecológica com espécies nativas, preferencialmente, no bioma Cerrado, tendo atuado em projetos de recuperação de, no mínimo, 55 hectares.

*Com informações da Sema-DF

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Consulte o site oficial da Secretaria do Meio Ambiente do DF

Fonte: https://alvoradaemfoco.com.br/recuperacao-da-bacia-do-rio-melchior-tera-projeto-de-r-8-milhoes/, consultado em 21/05/2026 por redação, https://fernandofidelis.com.br/recuperacao-da-bacia-do-rio-melchior-tera-projeto-de-r-8-milhoes/

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