O bioma do Cerrado ganhou um importante aliado estratégico para o seu desenvolvimento sustentável. O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) lançou o projeto “Caminhos da Restauração: Valoração de Produtos Florestais Não Madeireiros do Cerrado”.
Desenvolvida com o apoio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) e do Fundo Único de Meio Ambiente (Funam), a iniciativa prova que a conservação ambiental e o desenvolvimento econômico podem caminhar lado a lado.
O Potencial Econômico dos Frutos Nativos
Os levantamentos do IPEDF destacam que espécies nativas têm elevado valor nutricional, econômico e sociocultural. Elas funcionam como um motor para a bioeconomia local, impulsionando a agricultura familiar e a inclusão produtiva na Ride-DF.
Os principais destaques são:
- Baru
- Pequi
- Buriti
- Mangaba
- Jatobá
- Cagaita
“Quando conseguimos demonstrar, com dados técnicos, que produtos como o baru e o pequi geram renda e ao mesmo tempo conservam o bioma, abrimos caminho para políticas públicas mais efetivas.”
— Rafael Santana, secretário do Meio Ambiente.
Desafios de Mercado e o Papel das Compras Públicas
Apesar do alto potencial, a consolidação dessas cadeias produtivas ainda enfrenta gargalos como a sazonalidade, limitações logísticas e baixa padronização da oferta.
Como solução, o estudo aponta o fortalecimento de políticas públicas voltadas para mercados institucionais. Uma das grandes apostas é a inserção desses frutos na alimentação escolar, estimulando os produtores locais por meio de programas como o Pnae e o PAA.
Sistemas Agroflorestais: Restauração que dá Lucro
Um dos grandes destaques do projeto é a análise de um sistema agroflorestal (SAF) modelo, composto por baru, banana e café em uma área de um hectare.
- Primeiros anos: A banana ocupa as entrelinhas, gerando biomassa e retorno financeiro rápido.
- A partir do 5º ano: O café entra no arranjo, ampliando os lucros.
- Longo prazo: O baru atinge sua plena capacidade produtiva, consolidando um sistema que recupera áreas degradadas e diversifica a renda do produtor.
Fonte: Agência Brasília
Créditos da Imagem: Caroline Dantas/IPEDF


















