Justiça paralisa atividades da Vale no Complexo de Fábrica após danos ambientais

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© Foto: Gustavo Andrade/Vale

A Justiça paralisa atividades da Vale em Ouro Preto imediatamente após a identificação de vazamentos de rejeitos que atingiram o ecossistema local. A decisão judicial, motivada por pedidos do Ministério Público e do governo de Minas Gerais, visa conter o avanço da contaminação hídrica e garantir a segurança das estruturas operacionais na região minerária. Complexo de Fábrica teve operações suspensas por determinação judicial em Minas Gerais.

Justiça paralisa atividades da Vale e impõe multas pesadas

A mineradora enfrenta sanções rigorosas devido ao extravasamento de aproximadamente 263 mil metros cúbicos de água turva e minério. O material atingiu cursos d’água que alimentam o Rio Paraopeba, gerando assoreamento e destruição da vegetação nativa. A Justiça estipulou uma multa diária que varia de 100 mil reais a 10 milhões de reais em caso de descumprimento da ordem de paralisação.

O Ministério Público acusa a companhia de negligência na comunicação do incidente, alegando um atraso de dez horas para o aviso oficial às autoridades. Esse intervalo prejudicou a resposta imediata da Defesa Civil e agravou os danos materiais em áreas vizinhas, incluindo propriedades de outras mineradoras e perímetros urbanos.

  • Suspensão imediata de todas as operações no Complexo de Fábrica.
  • Necessidade de laudos técnicos que comprovem a estabilidade das estruturas.
  • Bloqueio de ativos financeiros para garantir a reparação ambiental.
  • Monitoramento constante de afluentes do Rio Paraopeba.

A situação reforça a necessidade de fiscalização rigorosa em grandes empreendimentos, de forma similar ao que ocorre quando o Rio Tapajós tem obras de dragagem suspensas por questões de impacto ambiental e social. A transparência nos processos de mineração é fundamental para evitar novos desastres em solo mineiro.

Em nota oficial, a Vale informou que as atividades nas minas de Fábrica e Viga já estavam suspensas antes da decisão judicial e que colabora com as investigações. A empresa afirma que suas barragens permanecem estáveis e monitoradas ininterruptamente. Confira os detalhes completos na fonte oficial da Agência Brasil.

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