Aquecimento do Atlântico potencializa eventos climáticos e altera regime de chuvas no Brasil

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O aquecimento do Atlântico potencializa eventos climáticos de grande impacto em diversas regiões do Brasil, transformando padrões históricos de pluviosidade. Recentemente, o aumento constante na temperatura da superfície do Oceano Atlântico tem modificado o regime de chuvas, resultando em desastres naturais severos no litoral paulista e em áreas de Minas Gerais. Desse modo, a elevação térmica das águas oceânicas não é apenas um dado estatístico, mas um motor direto para tempestades volumosas que desafiam a infraestrutura urbana.

O aumento da temperatura oceânica acelera a evaporação e a formação de grandes massas de umidade.

Como o aquecimento do Atlântico potencializa eventos climáticos extremos

De acordo com especialistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), essa tendência global afeta múltiplos oceanos simultaneamente. Por causa de tal aquecimento, a taxa de evaporação torna-se significativamente mais alta, o que lança volumes massivos de vapor de água na atmosfera. Portanto, quando frentes frias ou ventos oceânicos se aproximam da costa, eles carregam uma carga de umidade muito superior à normal. Além disso, a atmosfera terrestre também está mais quente devido ao efeito estufa, o que amplia a capacidade do ar de reter e, posteriormente, liberar essa água em forma de chuvas torrenciais.

Nesse contexto, meteorologistas observaram que a temperatura média das águas em pontos específicos da costa brasileira atingiu níveis de até 3°C acima da média histórica. Embora variações de curto prazo possam ocorrer por correntes marítimas, o ponto crítico reside na extensão da mancha de calor. Contudo, quanto maior a área aquecida, maior o aporte de umidade para o continente. Consequentemente, o aquecimento do Atlântico potencializa eventos climáticos ao criar um “estoque” excessivo de combustível para as tempestades que atingem as cidades brasileiras.

Pesquisadores monitoram a aceleração do aquecimento oceânico através de dados de satélite globais.

A relação entre o desmatamento e os extremos climáticos

Enquanto o litoral sofre com o excesso de água, outras partes do país enfrentam secas severas e falta de abastecimento. Isso ocorre porque o aquecimento do Atlântico potencializa eventos climáticos de forma irregular, exacerbada pela degradação ambiental interna. Em suma, a umidade que irriga o interior do Brasil não provém apenas do mar, mas também da Floresta Amazônica através dos chamados rios voadores. Todavia, a substituição da vegetação nativa por pastagens reduz a evapotranspiração do solo. Por outro lado, estabelece-se um ciclo vicioso onde o solo seco impede a formação de novas nuvens de chuva.

Além disso, o recorde de aquecimento global dos oceanos em 2025 reforça a urgência de medidas de mitigação. Estudos publicados em revistas científicas internacionais apontam que a aceleração térmica oceânica ganhou velocidade desde a década de 1980. Por esse motivo, as ondas de calor marinho, embora ainda sejam um tema de pesquisa recente, já são apontadas como fatores que tornam as chuvas muito mais severas. Desse modo, a preservação dos biomas terrestres e a redução das emissões de gases são passos fundamentais para conter a forma como o aquecimento do Atlântico potencializa eventos climáticos desastrosos.

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Para entender melhor os dados globais sobre a temperatura dos mares, visite o portal da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), que fornece registros atualizados sobre a crise climática.

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